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Expresso

Os novos jovens turcos

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Na Turquia, o HDP, de esquerda, tirou ao AKP a maioria absoluta com que governa há 12 anos. Contra os islamismo político de Erdogan, não se fica pela tonta e paternalista oposição ao uso do véu,  bate-se com uma enorme radicalidade pelos direitos das mulheres e dos gays. Contra a oposição kemalista, é antinacionalista e antimilitarista. Afinal os países maioritariamente muçulmanos não estão condenados a escolherem entre o ultraconservadorismo religioso e o militarismo corrupto

Este fim de semana vieram boa notícias da Turquia. E boas notícias da Turquia são, apesar da Europa continuar a ignorar olimpicamente esta potência tão relevante para o seu futuro, boas notícias para todos nós. O partido de Recep Tayyip Erdogan perdeu a maioria absoluta. Isso será celebrado, por boas e más razões, em muitas chancelarias europeias. Por boas razões, porque Erdogan já deu todos os sinais de dificuldade em conviver com a transitoriedade do poder e o pluralismo político. Por más razões, porque ao tirar aos militares e ao poder judicial a tutela sobre o poder legislativo e executivo, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, de direita e islamista) pôs em causa o “status quo” kemalista que mantinha a Turquia amarrada ao ocidente mas distante da vontade popular e da solidariedade com alguns vizinhos muçulmanos. E foi este passo em frente que a transformou numa verdadeira potência regional.

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