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Expresso

Quatro anos de instabilidade

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O problema do mantra de Passos Coelho está na eficácia da ideia de que ele representa estabilidade. É impossível dizer aos mais de 300 mil portugueses que tiveram de emigrar que os últimos quatro anos foram de estabilidade. Ou às centenas de milhares de novos desempregados. Ou aos trabalhadores que perderam 12% do seu poder de compra no privado e 21% no público. Ou aos reformados que viveram cada ano sem saber ao certo o que iriam receber. Ou aos que viram os seus salários, casas e vidas penhoradas por um fisco e uma segurança social implacáveis. Ou aos pequenos e médios empresários que viram as suas empresas falir. Os últimos quatro anos foram, para grande parte dos portugueses, de inimaginável instabilidade

Pedro Passos Coelho tornou público o seu programa na companhia de Paulo Portas. Os jornais sublinharam, em geral, a falta de novidades. Na realidade, a falta de conteúdo. No seu estilo displicente, de quem paira sobre os eleitores como se estes lhe devessem a vida, Passos vangloria-se disso mesmo. Não tem de ter realmente um programa, não há desafios, não há rumo. Há estabilidade. É este o seu mantra.

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