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Expresso

Para onde sopra o vento da democracia

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Os bloqueios da nossa democracia não resultam da forma. Resultam da crescente atomização da sociedade, da globalização, do empobrecimento da classe média, da crise do Estado Social e de uma integração europeia que começou no telhado. Mas é idiota não olhar com atenção para a forma como a democracia se vai reinventando. Não porque nos referendos no Beato e em Campolide, na forma de organização do 5 Estrelas e do Podemos ou nas primárias para as listas de deputados estejam as respostas. Mas porque nelas conseguimos sentir de onde vem o vento e para onde nos empurra.

Na freguesia do Beato, em Lisboa, um autarca decidiu pôr a referendo a utilização de um espaço público: parque infantil, parque fitness e zona livre para estadia? Em Campolide já tinha havido outra consulta sobre o fim da calçada portuguesa em algumas zonas, em que a maioria, lamentavelmente, decidiu aprovar esse crime contra o património da cidade. Não sei se os temas têm relevância para uma votação e a verdade é que foi uma minoria a que tomou a decisão em Campolide e, parece-me, será uma minoria a tomar a decisão no Beato. Talvez seja a minoria que está realmente interessada nos dois assuntos. Sei que os sinais multiplicam-se e, ache o que se achar deste tipo de democracia, ela está a entrar por todas as janelas de uma democracia representativa em crise.


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