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Expresso

Passos Coelho e o contrato da privacidade

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Houve um pedido expresso, em comunicado assinado pelo primeiro-ministro, para que os jornalistas respeitassem a sua privacidade e não falassem da doença da sua mulher. A generalidade dos jornais respeitaram. Ao tornar público, em pormenor e numa biografia autorizada por si e escrita por uma assessora, o que pediu aos jornais que fosse privado, o primeiro-ministro segue um caminho perigoso. Só posso pedir a um jornalista que respeite a minha vida privada se eu próprio a respeitar. Não tem de ser o tudo ou nada. Mas exige-se reciprocidade quando o tema e o grau de pormenor é exatamente o mesmo.

Folheei apenas a biografia de Pedro Passos Coelho feita por uma assessora sua. Não é displicência. Nem a vida de Passos Coelho me parece suficientemente cheia para ser biografada, nem a biógrafa me inspira grande confiança. E ao folhear o livro e saborear o estilo percebi porquê. 


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