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Expresso

Mãe que arrepia

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Uma mãe e, na nossa cultura, um pai, podem não perdoar um filho. Mas, em princípio, não podem renegar o que são: pai e mãe. Desejam a sua própria morte antes de desejarem a morte de um filho. Não abandonam a cria, mesmo que a cria seja um monstro.

"Deus me perdoe o que vou dizer, o meu filho morreu, o que fez vai ter de pagar e sozinho, pois não posso acompanhá-lo nesta etapa. (...) Devia ser entregue para fazerem justiça pelas próprias mãos, é um desgosto muito grande, um pesadelo. A minha vida acabou, preferia mil vezes que ele estivesse no lugar do Filipe. Talvez um dia ele me perdoe por não o ter acompanhado, mas perante a situação não dá mesmo. Os pais não têm de pagar pelos erros dos filhos e vice-versa. (...) Peço perdão, não posso fazer mais nada nesta hora." Quem escreveu estas linhas, no Facebook, esse confessionário global onde a intimidade é quotidianamente massacrada, foi a mãe de Daniel, o rapaz de 17 anos que terá cometido o homicídio de Salvaterra de Magos.


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