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Expresso

PSP: Uma história minha sobre um problema antigo

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Felizmente para José Magalhães existiam câmaras. Felizmente para ele, eram câmaras de jornalistas. Felizmente aquilo era um jogo de futebol, e não uma manifestação política ou, pior ainda, uma rusga num bairro dos subúrbios. Felizmente ele é um empresário que sabe falar e defender-se. É pai de família, minimamente instruído. É branco e de classe média. Pelo menos tem alguém do lado dele. Fosse outro o seu perfil, outro o lugar, outro o momento e não houvesse testemunhas, e de nada valeria a sua palavra. Que sirva para outros momentos: nós temos um problema de violência policial em Portugal. Já foi pior mas ainda estamos a léguas de o resolver é porque ainda há quem ache que fiscalizar a polícia é sinal de laxismo.

As palavras que tinham de ser ditas sobre o comportamento do polícia graduado, em Guimarães, já foram escritas por Pedro Santos Guerreiro. Nada tenho a acrescentar. Espero que o graduado em causa já tinha sido suspenso até levar ao fim a investigação cujas imagens tornarão, desta vez, mais fáceis. O auto da polícia dá-nos os piores sinais do que a PSP pretende fazer com este caso. A imagem de uma criança urinada pelas calças abaixo, em pânico porque a polícia subitamente se transforma em motivo de insegurança, tem de ser suficiente para não se repetir a rábula do costume.

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