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Uber, o mais velho negócio do mundo

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Em Maputo e Damasco andei em carros particulares, não licenciados, sem qualquer fiscalização. A economia informal não é uma novidade e muito menos sinal de uma sociedade moderna. Nas sociedades desenvolvidas fomos legislando em defesa do consumidor, do ambiente, dos trabalhadores e de vários valores que considerámos importantes. Não é por acaso que a Uber tem sido proibida, nas suas várias versões, em muitos países. Ela abre a porta a impossibilidade absoluta de regular a concorrência, isentando quem saiba aproveitar as novas tecnologias da lei que aplica a todos os restantes. 

Diz-se que a Uber é sinal dos novos tempos e que não se para o vento com as mãos. O que é sinal dos novos tempos é a tecnologia usada, que, na realidade, qualquer empresa de táxis poderia e deveria utilizar, com as parcerias certas, cumprindo o resto da legislação. A forma de chamar o táxi e o pagamento não estão em questão. O que está em questão é o facto de, ao contrário do que acontece com os táxis, estes veículos não precisarem dos mesmos alvarás e os seus profissionais não estarem certificados para esta função específica. O que corresponde a concorrência desleal, por se dispensar a empresas concorrentes o cumprimento das mesmas leis e normas. A única coisa que se pede à Uber, empresa que está em 40 países e vale 17 mil milhões de euros, é que cumpra as regras que são exigidas a empresas locais que valem uns poucos milhares de euros.

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