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Afinal o Reino Unido é Europa

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Os vencedores-outsiders nas eleições britânicas foram o UKIP, de direita, e o Partido Nacional Escocês, de esquerda. Na oposição, o centro-esquerda continua a não convencer. os conservadores venceram, apesar da sua subida ter sido pouco significativa. Os Liberais Democratas, que renegaram tudo para se manterem no governo, foram enxovalhados sem dó nem piedade. Contra a Europa, cresce a direita. Contra o Reino Unido, cresce a esquerda. O desencanto esvazia o centro. A maioria é a mesma, o governo poderá ser parecido. Mas os sinais para onde está a mudar a política aí estão e batem certo com o que vamos vendo por essa Europa fora.

Os Liberais Democratas levaram uma tareia por causa da sua aliança com os conservadores. Passaram de 57 deputados (há 10 anos tinham 62) para uns humilhantes 8. Passaram de 23 por cento para menos de 8. Mas nem assim os trabalhistas deram a volta. Porque também eles levaram uma tareia na Escócia. O Partido Nacional Escocês (de esquerda) subiu de 6 para 56 deputados (há 59 deputados escoceses) e de 1,7 por cento para 5 (54 por cento dos votos, na Escócia). Os conservadores ganharam cerca de 20 deputados e conquistaram a maioria, mas a subida em percentagem foi mínima: passaram de 36 por cento para 37. Com a queda livre dos LibDem, a coligação de governo perdeu cerca de 30 deputados e 14 por cento. Os trabalhistas perderam, na oposição, mais de 20 deputados. Em percentagem, até subiram de 29 por cento para 31. Dois terços dos britânicos abstiveram-se.

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