Siga-nos

Perfil

Expresso

Antes pelo contrário

Porque não vai a direita governar nos próximos quatro anos

  • 333

Mesmo que a maioria das sondagens estivesse errada e a coligação ficasse em primeiro, com trinta e tal por cento dos votos, estaria sempre em minoria. Nenhum líder socialista teria força interna para impor a ignomínia de participar num governo liderado por Passos Coelho. Teríamos a repetição da reeleição de José Sócrates: um governo minoritário viabilizado pelo maior partido da oposição até haver condições, um ou dois anos depois, para novas eleições. A evidência de que nenhuma solução minimamente estável poderá sair de uma vitória da coligação PSD-CDS desmobilizará os eleitores de centro-direita, muito avessos à instabilidade política.

Daniel Oliveira

A coligação que toda a gente já sabia que ia acontecer foi anunciada no dia 25 de abril, a melhor data para aparecer de braço dado com Paulo Portas. A coligação não nasce de um programa comum. Nasce de um desespero comum: a única forma da direita portuguesa tornar a remota possibilidade de vencer as eleições minimamente plausível é o PSD e o CDS concorrerem juntos. O casamento de interesse nasce sem chama nem esperança.

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI