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Expresso

Antes pelo contrário

TAP: cada macaco no seu galho

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Sou contra a privatização da TAP. Qualquer greve que a prejudique parece-me útil. Mas a greve dos pilotos da TAP não é uma greve em defesa dos direitos laborais. Não é sequer uma greve em defesa dos interesses nacionais ou da empresa. É uma greve em representação de uma classe profissional que é candidata a uma privatização. O Sindicato dos Pilotos aceita a privatização desde que os seus associados, e apenas eles, lucrem qualquer coisa com isso. A greve existe para defender os direitos de trabalhadores, não existe para garantir direitos de futuros patrões. Ninguém que se bata pelo sindicalismo livre pode apoiar esta aberração.

Daniel Oliveira

O sindicato dos pilotos da TAP queixa-se de não estar assegurado aos seus associados os seus 20 por cento na privatização da empresa. E essa será uma das principais razões para a greve que marcou, com a duração previsível de dez dias. Diz que os pilotos prescindiram de muito em troca do direito a estas acções. E, para dar o toque patriótico ao interesse próprio, queixa-se do governo preferir entregar a TAP a interesses estrangeiros.

 

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