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O PS e as eleições presidenciais.

Uma coisa é certa: não resta à actual direcção do PS outra alternativa senão levar esta cruz até ao calvário, ou seja, declarar o apoio à candidatura de Manuel Alegre.

Tomás Vasques

As eleições presidenciais agitam alguns socialistas. No lançamento de um livro de Manuel Alegre, ontem, no Palácio Galveias, Vera Jardim disse que "começa a ser tempo" do PS se pronunciar sobre o nome que apoia para as presidenciais do próximo ano. Não sei se começa a ser tempo ou não, sobretudo numa altura em que o poeta ainda não apresentou oficialmente a sua candidatura a Belém, mas apenas a sua disponibilidade. Neste momento não sabemos quem vai nascer primeiro, se o ovo se a galinha. Ou seja, o PS espera que Manuel Alegre apresente oficialmente a sua candidatura para lhe declarar o apoio ou Manuel Alegre aguarda a declaração de apoio do PS para apresentar oficialmente a sua candidatura? Seja como for, uma coisa é certa: não resta à actual direcção do PS outra alternativa senão levar esta cruz até ao calvário, ou seja, declarar o apoio à candidatura de Manuel Alegre. Depois, é só esperar pela campanha eleitoral e ver, no final dos comícios, Manuel Alegre ao centro, de mão dada, à sua esquerda com José Sócrates e à sua direita com Francisco Louçã (na perspectiva de quem está virado para o palco, obviamente), enquanto toca a Internacional. Vai ser bonito de se ver.