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Isto é Matemática

Qual é o sexo dos números?

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Numa experiência foram mostradas caras de bebés e pediu-se para a pessoas tentarem adivinhar se eram meninos ou meninas. Junto com a cara aparecia um número ao acaso. As caras que apareceram junto com números pares tiveram uma tendência para ser consideradas meninas e as que apareceram junto com os ímpares... meninos!

Pois é, parece que a forma como o nosso cérebro vê os números tem muito mais que se lhe diga do que pode parecer à primeira vista. Esta semana falamos sobre os números favoritos das pessoas e aproveitamos para conhecer a Cidade do Futebol.

À partida os números não são todos iguais, mas claro que rapidamente percebemos que cada um têm as suas próprias características. Uma delas, provavelmente uma das primeiras a ser notada, é que uns se arrumam bem em duas filas, outros não. Se tivermos 14 pedras, elas podem ser dispostas em duas filas de 7, já o mesmo não acontece com 13 pedras. Assim, os números naturais foram divididos em dois grandes grupos, os pares e os ímpares. Da mesma forma, as pessoas também se dividem em dois grandes grupos, de acordo com o género: masculino e feminino. À primeira vista, uma coisa parece não tem nada a ver com a outra!... Curiosamente, lá bem dentro da nossa cabeça, parece haver uma relação.

A experiência foi simples, mostraram-se caras de bebés onde não era claro se eram meninas ou meninos. Retiraram-se todos os elementos que pudessem dar uma pista: apareciam todos de roupa branca e retiraram-se as fitas e os lacinhos. Junto com a cara aparecia um número ao acaso, mas foi dito às pessoas para ignorarem este número - supostamente era o número da foto na base de dados. Surpreendentemente, as fotos que apareceram junto com um número par tiveram uma tendência para ser classificadas como meninas e as que apareceram junto com um ímpar como meninos. Curiosamente, quando questionados, nenhum dos inquiridos assumiu que os números tivessem tido influência nas suas escolhas.

No mesmo estudo foi feita uma experiência semelhante, onde as caras dos bebés foram substituídas por nomes numa língua estrangeira - não era claro para os inquiridos se o nome era normalmente usado para homens ou mulheres. Foi pedido que classificassem os nomes numa escala de 1 a 8 (1 seria extremamente feminino e 8 extremamente masculino). Mais uma vez, havia um número, escolhido ao acaso, colocado junto ao nome. Uma vez mais, os nomes que estavam junto com um número par tiveram uma tendência para ser considerados femininos e os que estavam junto com um número ímpar... masculinos.

Aparentemente, os números são processados de forma diferente pelo nosso cérebro, dependendo se são pares ou ímpares. De qualquer forma, nunca foi encontrada uma razão clara para este emparelhamento par-feminino e ímpar-masculino. Se tiver a sua conjetura, é deixar na caixa de comentários.

Claro que esta diferença é ténue, cada um de nós não a reconhece de forma consciente, esta assimetria estatística só é detetada quando testamos um número suficientemente grande de pessoas. Ainda assim, quando vir um bebé na rua e tiver de adivinhar se é menino ou menina... tenha cuidado com os números que estiverem por perto e não se deixe manipular!

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