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Expresso

E em Coimbra, a estranheza

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Paulo fixou-se na imagem estranha da mãe, refeita com a roupa delicada de Maria Luísa. A voz pareceu-lhe diferente. Os anéis tinham desaparecido, o cabelo estava apanhado. A mãe estava sobre o efeito de algo que Paulo não entendia. Depois Maria Luísa falou e Paulo deixou-se prender pelo espanto da outra mulher, a desconhecida frágil, de roupão, que encostada a Laura, sorria idiotamente. Ela disse: “Carmen, trouxeste um amigo? Que bom, querida.”

Laura passou pelo filho e não o olhou. Não era ela. Paulo manteve-se calado, sempre calado, incapaz de entender, perplexo com tudo, a casa, o cenário, as personagens. Podia pedir para sair, podia. Não fez nada. Encaminharam-se para a sala de estar e Carmen pegou-lhe na mão. Tudo era estranho.