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Expresso

E viver alheado

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Jaime tentou telefonar a Paulo. Tocou, tocou e nada. O silêncio do irmão incomodou-o. Sentiu-o como uma traição, tornou-se pequeno, infantil, capaz de ser injusto e amuar. Controlou-se. A casa da mãe vazia, Paulo desaparecido, a assistente dele, no consultório, a explicar que não sabia, não tinha como. Jaime decidiu que era melhor espairecer, tentar não pensar nisso. Na mãe. Em Paulo. Estava incapaz de destrinçar a realidade à sua volta e tinha um pressentimento, a ideia de um mau pressentimento. E, nesse momento da decisão de se alhear, ouviu“Jaime? Certo?”