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Expresso

Quando a fragilidade já não é aflitiva

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Paulo sentou-se e pediu um café. Carmen sorriu ligeiramente. O telemóvel de Paulo estava aos berros dentro do casaco e temeu que fosse a mãe, precipitou-se para o apanhar, era Jaime. Colocou o aparelho no silêncio e, por fim, conseguiu sentir-se descansado. Era curioso como Carmen tinha esse poder sobre ele. Não compreendia como se tinha permitido sentir um certo desgosto por aquela mulher quando namorara com Jaime. A sua fragilidade tinha-o irritado. Agora comovia-o. Ela disse:

“Tive de fugir de casa.”

“Como os adolescentes?”

“Sim. Por isso mesmo, terei de voltar.”

“Eu ando à procura da minha mãe.”

“Ah.”