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Expresso

Quando ser o menino importa

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Carmen voltou a casa dos pais para passar o fim de semana. Não sabia o que a esperava mas sentira na voz do pai uma pressa qualquer por definir e percebeu que era importante ir. A instabilidade que a mãe lhe provocava era uma guerra antiga, guerra dela, Carmen, interior, indizível, forte e sem tréguas, nunca seria a perfeição que a mãe entendia como padrão de elevada categoria, nunca seria como o irmão. Martim era mais. Sempre mais mesmo quando era menos. As vagabundagens de Martim não se assemelhavam em nada à vida de Carmen, as asneiras eram múltiplas, as falhas teriam o condão de compor uma lista imensa. Apesar disso, a mãe preferia-o. Era o seu menino.