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Expresso

Quando a família morre

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Laura, com cinquenta e nove anos, não podia estar perdida na paisagem. Por outro lado, Coimbra não era tão grande assim. Paulo não entendia a escolha por aquela cidade. Que soubesse não havia ali nenhuma ligação. Mas podia estar errado, o que sabia afinal da mãe? Nunca os deixara com os avós, era como se não existissem. Laura costumava atirar-lhe com a frase

“Não prestaram para mim, não prestam para vocês.”

E, os três, apenas os três eram uma família, como se viessem do nada, nenhuma raiz fundadora, nenhuma origem.