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Expresso

E a desgraça pode ser maior

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Ele quis perguntar porquê. E para onde é que ela podia ir. Afinal, Laura não tinha como viver sem a ajuda deles. Ela riu-se, maldosa, já sem o filho nas mãos, a ver aquele homem, o pai da criança, pela primeira vez. Carlos era insuficiente. Maria Luísa equivalia ao máximo da crueldade, mas Carlos era pior, um súbdito dela, a viver no terror de a agitar. E era isso que ele dizia:

“Não a quero agitar”

Como se Maria Luísa fosse um moinho de vento frágil, em precariedade permanente, a correr um qualquer perigo que mais ninguém via, mas que Carlos assumia como sendo real e só ele podia travar tudo.