Siga-nos

Perfil

Expresso

Quando os actos falhados pesam

  • 333

Carmen esteve quase para gritar que não tinha nada a ver com ele, com o irmão, com a potencial causa de um desconforto que não se prendia, decerto, com ela. Podia deixá-la em paz? Por favor. Não gritou. Acatou e sentiu-se fraca. Marcaram um jantar.

Jaime desligou o telemóvel e mandou sms ao irmão dizendo “Vou jantar com a Carmen. Quem sabe?”

Não percebeu, ou não quis perceber, que o gesto era como um outdoor luminoso a dizer “Não lhe tocas. Já não é minha, mas não lhe tocas.”

Paulo, por seu turno, percebeu tudo e escreveu a Carmen, via Facebook “Já sei que vais jantar com o Jaime. Ele está chateado por causa da nossa mãe, não lhe ligues. Não lhe dês importância, Carmen, ele só te irá fazer mal.”

Apagou a mensagem. Paulo sabia mais. Sabia melhor. Não era possível manipular a situação. Teria de ver Carmen e perceber. Antes, porém, era urgente entender o que fazia a mãe em Coimbra.