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Expresso

Quando Carlota deixa que a emoção domine

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Não sabe o que lhe passou pela cabeça, tinha-se como uma pessoa capaz de se controlar, até mesmo controlada, se fosse sincera consigo própria. Atravessou a sala do restaurante como se fosse uma passarelle, muito direita, elegante nos seus saltos altos e parou junto de Martim.

“Não me falas ao almoço? Só de noite?”

“Carlota... eu...”

“Deixa estar, Martim, a tua irmã explicou-me tudo. Ou quase tudo.”

O momento de glória seria o segundo em que voltaria as costas. Porque seria então que se sentia tão frágil, os olhos a reclamar lágrimas. Estava demasiado sensível, nem parecia ela. Carlota saiu do restaurante. Já não conseguia almoçar.