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Expresso

Quando o passado é estável

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Coimbra era a moldura perfeita porque Laura vivia no passado como quem vive dentro de um livro preferido. Sente-se confortável. Há uma estabilidade na memória e, se esta falha, Laura é hábil, recorre ao mais provável. O “pode ter acontecido assim” é uma lengalenga de enorme conforto e ela consegue visualizar mesmo o que não viveu. Carlos dizia-lhe, com um meio sorriso, numa antecipação do que seria o futuro, a existência de Laura: “Sofres de excesso de imaginação.”