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Expresso

Onde o mar é infinito

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Carlota chegou mais cedo. Queria ter a certeza de estar sentada, de ver a amiga chegar, de perceber como estava, como iria ser a conversa. Na presunção de que a conhecia como a palma da mão. Presunção idiota, claro, já que Carmen estava sentada no restaurante, na mesa do costume, a fumar um cigarro e, ao contrário do que tinha imaginado, não usava os óculos escuros para esconder um mar infinito de mágoa ou de raiva.