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Expresso

Onde tudo não passa

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Havia comportamentos distintos dentro dela. Era capaz de distinguir os ruídos do filho que arrumava a casa. Sentia um dos gatos, provavelmente o Baltazar, que se aninhara perto do seu corpo. Não precisava de se esforçar muito para relembrar os filhos a brincar na praia. Teriam cinco anos, talvez seis. Sim, o Paulo já andava na escola, era um menino bem comportado, sempre atento ao irmão. Tinha exigido dele o que ninguém podia imaginar e isso, só isso, a consumia com uma culpa que era galopante. Não passava, desobedecendo a essa crença universal de que tudo passa.