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Expresso

Onde o fio da roca não é um conto de fadas

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“Queres saber da minha mãe? Ama o meu pai. Cumpre as tradições. Tem imenso brio nas suas baixelas de loiça. Alterna no Natal. Faz questão de só beber gin e, mesmo assim, só depois das seis da tarde. Não tem conversas com o meu pai. Não é possível ter conversas com o meu pai. Ouve o seu querido marido com certo enlevo e a concentração que lhe dedica é semelhante à das mães que dão de mamar.”

“Carmen, tu precisas de fazer terapia.”

“Não precisamos todos?”