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Expresso

Onde um ritual aniquila uma mulher

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Tinham deixado a coisa nesse pé e, às quartas-feiras, jantavam os dois, como se o ritual, sem Carmen, fosse o garante de uma certa normalidade. O ritual era ainda uma desvalorização do papel da mulher com quem Jaime dormia. Uma mulher que ele sabia estar num fio qualquer de destruição. Não foi preciso ninguém dizer-lhe que Carmen era auto destrutiva, a sua mãe era assim, ninguém melhor do que ele para entender o estrago emocional de uma mulher. Não sentia compaixão por Carmen; não a sentia pela mãe, Laura, tão-pouco por ele próprio ou por Paulo.