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Expresso

Onde a destruição pode ser um quadro perfeito

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Depois, em segundos – tudo decorreu em segundos -, Carmen viu Carlota sentada na beira do passeio, o joelho ensanguentado, as calças rasgadas, o cabelo esticado, os lábios vermelhos, perfeita na sua destruição. Podia ter ficado dentro do carro, segura, calada, sem dar nota de nada. Em vez disso, viu-se a caminho, a dizer:

“Carlota?”

“Martim! Está tudo bem?”