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Expresso

Onde um marialva pode dar jeito

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A mão que a amparou, no segundo exacto em que Carlota percebeu que o desastre tinha sido captado por um qualquer fotógrafo, pertencia a uma voz que dizia:

“Como facilmente perceberá, vai apagar essa fotografia.”

“Mas...”

“Não há mas nenhum, o senhor apaga a fotografia ou temos uma chatice e é já aqui.”

Carlota não fazia ideia de quem era o seu salvador. A perna esquerda sangrava, as calças estavam irremediavelmente perdidas, percebeu que o telemóvel tocava no interior da sua clutch. Não ligou. Podia ser Jaime. Era ele, de certeza. Não atendeu. Levantou-se amparada àquele homem grande e ouviu-o perguntar:

“Está bem? Como se sente? Foi uma queda e tanto. Sou o Martim”