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Expresso

Onde o silêncio e a imaginação não se controlam

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Não havia no consultório nada que o identificasse, nem os seus gostos, nem fotografias de família. Havia doentes que interpelavam a assistente:

“O senhor doutor é casado?”

“Não, minha senhora.”

“Ah... que estranho.”

“Estranho, minha senhora?”

“Um desperdício. Um homem tão bonito.”

Paulo ignorava estas conversas. Podia imaginá-las, porém fazia todos os possíveis para não pensar em nada.