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Expresso

Onde a relação sobrevive: no facebook

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Por isso, escolhe os poemas e coloca-os. Não tem muitos amigos. Ele nunca faz um like. Não sabe sequer se irá ver o mural dela, a página onde já não se diz que vive numa relação. Apagou todas as fotografias que o traziam, o corpo dele, os seus gestos fixos no momento, a sua cara. O cheiro. Eliminá-lo não foi fácil e, no fim, uma forma de branqueamento que lhe servia bem na dor. Apesar disso, foi incapaz de o bloquear e ele também a manteve no leque dos amigos. Ao fim de dois meses, um post anunciava que havia uma festa. Depois um jantar. Uma frase de um treinador de futebol. Um cartoon.