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Póvoa Semanário

Pescadores pretendem construção de novos armazéns no porto de pesca da Póvoa

Os homens do mar já tiveram ontem uma reunião com o autarca da Póvoa de Varzim, Macedo Vieira, e terão um novo encontro na próxima semana, na Câmara da Póvoa, com a presença de Mário Almeida e de representantes do IPTM, para debater as pretensões.

Póvoa Semanário

Um grupo de pescadores, liderados por José Festas, presidente da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar, esteve na passada terça-feira reunido com o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, dando-lhe conta das necessidades dos pescadores locais em terem, no porto de pesca, armazéns para guardarem os seus equipamentos.

José Festas pretende que o autarca desenvolva esforços para que as infra-estruturas sejam construídas no interior do porto de pesca.

"Temos vindo a manifestar que os pescadores da Póvoa de Varzim e Vila do Conde são os únicos no país que não tem armazéns de pesca, para todos, no local onde trabalham", disse o mestre ao Póvoa Semanário, no final da reunião com o autarca, completando: "No local existe terreno para que se possa construir esses equipamentos para a maior parte dos nossos pescadores. Demos uma solução que era a continuação dos armazéns no talude a sul do parque estacionamento, na chamada 'meia laranja'".

José Festas ouviu de Macedo Vieira que o projecto que os pescadores pretendem "está limitado ao terreno existente", mas ficou a garantia que na próxima semana, a 27 de Abril, haverá uma nova reunião, que contará com a presença do autarca vila-condense Mário Almeida, e de representantes do IPTM (Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos).

José Festas considerou que "se houver uma conjugação de esforços para resolver este problema serão, certamente, encontradas soluções".

 

Pescadores "contra uso obrigatório dos coletes salva-vidas"

 

Entretanto, noutro domínio, o José Festas considerou, em declarações à Agência Lusa, que a nova legislação que obriga os pescadores ao uso de coletes insufláveis "em vez de ajudar vai prejudicar" o trabalho homens do mar.

Para o presidente Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar, o que vai acontecer é que os pescadores - "mesmo por esquecimento ou dificuldades de o colocar" - vão ter "um grave problema quando houver uma morte porque, se não tiverem o colete colocado no corpo, o seguro não vai pagar".

"Espero que o Governo tenha consciência da legislação em vez de estar a ajudar os pescadores, está a prejudicá-los", reiterou o mestre da Póvoa de Varzim, manifestando-se à disposição para discutir outra solução.

O uso obrigatório do colete insuflável, garante José Festas, "só vai servir para uma coisa: é para quando houver o acidente o seguro não pagar e para a Marinha ganhar muito dinheiro com pouco esforço, porque ninguém o vai usar".

Na passada semana, o Governo anunciou que ia impor a utilização obrigatória de coletes salva-vidas insufláveis aos tripulantes das embarcações de pesca local, já no próximo Inverno, estando a ultimar legislação nesse sentido.

O Governo vai comparticipar a aquisição dos novos coletes salva-vidas, a fundo perdido, numa percentagem de 60 ou 90 por cento, abrangendo um universo de seis mil embarcações de pesca local (com dimensões até nove metros) e cerca de 12 mil pescadores.