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Póvoa Semanário

Manuel Zeferino começa hoje a ser julgado no Tribunal da Póvoa de Varzim

O ex-director da equipa LA-MSS Póvoa de Varzim enfrenta acusações de administração de substâncias dopantes e de corrupção de substâncias alimentares. A primeira sessão do julgamento irá realizar-se, no inicio desta tarde, no Tribunal Judicial da Póvoa de Varzim

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O poveiro Manuel Zeferino, ex-director desportivo da equipa de ciclismo LA-MSS Póvoa de Varzim, pertencente ao Póvoa Cycling Clube, vai hoje (14h00) começar a ser julgado no Tribunal Judicial local, juntamente com médico da formação, o espanhol Marcos Maynar, por estarem indiciados da prática de oito crimes de administração de substâncias dopantes e outros tantos de corrupção de substâncias alimentares.

O caso remonta a Maio de 2008, quando a Policia Judiciária, após quatro meses de investigação, fez várias buscas às casas de Manuel Zeferino, de alguns ciclistas e à sede da equipa, envolvendo cerca de dez pessoas, após denúncias feitas ao CNAD (Conselho Nacional Anti-Dopagem, apreendendo várias substâncias e equipamentos, que, alegadamente, eram utilizados para a administração e disfarce de substância dopantes, de forma a potenciar o rendimento dos ciclistas.

Cerca de um mês depois, em Junho de 2008, Zeferino, Maynar, o presidente do Póvoa Cycling Club e principal patrocinador, Luís Almeida, cinco atletas e um massagista foram suspensos preventivamente pelo organismo disciplinar da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).

Um ano depois, a FPC levantou as suspensões preventivas, mas, com a acusação formal a Zeferino e Maynar, em Outubro de 2009, decretou então a suspensão do médico por 10 anos e multou o treinador em 2800 euros, além de outras penas menores aos ciclistas Pedro Cardoso, Cláudio Faria e Afonso Azevedo, por "posse de substâncias proibidas", e Rogério Baptista, por "viciação de amostra de controlo antidopagem".

Os ciclistas não foram acusados pelo Ministério Público (MP) neste julgamento, mas não escaparam à justiça do ciclismo.

Segundo a legislação em vigor em Maio de 2008, Zeferino e Maynar arriscam penas de prisão de um a oito anos, pela adulteração de medicamentos ou alimentos, e de até dois anos, pelo fornecimento de substâncias dopantes a atletas.

Manuel Zeferino, ex-director desportivo (DD) da agora extinta LA-MSS, negou todas as acusações do Ministério Público (MP) e rejeitou responsabilidades na contratação do médico Marcos Maynar, na gestão da equipa e no alegado consumo de dopantes.

Segundo o Jornal de Notícias, oito ex-ciclistas da Póvoa-LA-MSS são as principais testemunhas de acusação contra o director-desportivo Manuel Zeferino e o médico Marcos Maynar, no processo 4966/08.4TDLSB, que esta tarde começará a ser julgado.