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O Interior

A "revolução cultural" do TMG

Avanço do Museu de Arte Contemporânea seria "uma boa prenda" nos cinco anos do equipamento, que se comemoram domingo

Ricardo Cordeiro/O INTERIOR

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) assinala este domingo cinco anos de existência e o balanço é "extremamente positivo". Mais de 208 mil espectadores e 1.600 actividades depois, o director do equipamento cultural, que tem trazido nomes notáveis na área da música, dança ou teatro à cidade, continua a reclamar maior apoio por parte do Ministério da Cultura. Em altura de festa, Américo Rodrigues gostaria que a ambição da construção de um Museu de Arte Contemporânea passasse da teoria à prática.

Olhando para trás, o responsável defende que o TMG foi "uma autêntica revolução para a Guarda em termos de oferta cultural", uma vez que "passou a ter uma programação contínua, sistemática, com objectivos muito definidos, dirigida a diversos públicos, que pretendia e pretende ser de qualidade e isso era uma novidade". Recordando que, na Guarda, "não houve durante muitos anos nenhuma política cultural", o director do TMG salienta que, em 2005, o Teatro Municipal significava "um passo de gigante" e "aparentemente seria uma obra megalómana, uma espécie de elefante indomável". Américo Rodrigues enaltece que a "diferença" entre o equipamento que dirige e outras estruturas semelhantes espalhadas pelo país é que "nós pretendemos ter mesmo um programa e não uma agenda de acontecimentos pontuais". "Não pretendemos ter uma manta de retalhos, mas uma programação que visa alcançar determinados objectivos e, nesse sentido, procuramos chegar a todos os públicos", reforça, salientando que "fazer uma programação exige muita pesquisa e muitos contactos".

De resto, considera que, actualmente, não é difícil ter acesso à oferta, mas sim "ajustar as opções ao dinheiro de que dispomos", sendo que "muitas vezes, por questões de carácter económico, temos que tomar outro tipo de opções porque temos que pesar sempre as questões de carácter económico, não deixando de cumprir os objectivos da exigência da qualidade". Assim, "é preferível não programar do que programar qualquer coisa de má qualidade ou que nos envergonhe", sintetiza. De modo a conseguir aumentar as verbas disponíveis para poder ter mais e melhores espectáculos, o TMG continua a reclamar apoios por parte do Ministério da Cultura, uma vez que se trata de "uma questão de inteira justiça". É que "o TMG cumpre um serviço público, consagrado na Constituição, as pessoas têm direito ao acesso à cultura e o cidadão da Guarda não é um cidadão de segunda", sublinha Américo Rodrigues, que lamenta que por causa de "uma lei que já foi considerada inadequada pelos próprios ministros anteriores não podemos concorrer ao apoio do Ministério por sermos uma empresa municipal". Leia mais em O INTERIOR.