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Gazeta das Caldas

Voluntários do Banco Alimentar estiveram reunidos na Foz do Arelho

Cerca de 150 voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome estiveram reunidos na Foz do Arelho no fim-de-semana passado, na edição 2010 do encontro nacional da estrutura de apoio aos mais carenciados. Um encontro "virado para dentro", onde os voluntários confraternizam, partilham experiências e cujo principal objectivo é "disseminar a cultura do Banco Alimentar", explicou à Gazeta das Caldas a presidente da instituição, Isabel Jonet.

Gazeta das Caldas - Joana Fialho

O encontro, que decorreu nos dias 9 e 10 de Abril nas instalações do Inatel, contou com a participação do seleccionador nacional de Rugby, Tomás Morais, que falou sobre "Equipas Vencedoras" e do economista João César das Neves, que deu uma conferência sobre "O valor do que parece não ter valor". Dois momentos que Isabel Jonet considerou "muito positivos e estimulantes", o que ganha maior importância se tivermos em conta que o Banco Alimentar Contra a Fome funciona graças aos muitos voluntários com que conta em todo o país.

Em Portugal desde 1992, o Banco Alimentar trabalha com mais de 1.650 instituições, chegando a mais de 270 mil pessoas com carências alimentares comprovadas. Os bens que distribui são angariados sobretudo junto de empresas, supermercados e produtores e nas duas grandes campanhas nacionais que leva a cabo anualmente (normalmente em Maio e Novembro).

Em cada uma destas campanhas o Banco Alimentar tem contado com mais de 27 mil voluntários que num fim-de-semana, e por todo o país, asseguram a recolha em estabelecimentos comerciais, transporte, pesagem e separação dos bens alimentares. Mas embora sejam estas campanhas que mais visibilidade dão à instituição, o seu trabalho estende-se por todo o ano.

Em tempos de crise, Gazeta das Caldas quis saber se este trabalho tem sido dificultado. De acordo com Isabel Jonet, "têm chegado ao Banco Alimentar cada vez mais pedidos, mas também temos tido mais produtos para distribuir".

A responsável aponta três justificações para este aumento de bens alimentares que chegam à instituição. Em primeiro lugar, houve um reforço dos excedentes agro-alimentares da União Europeia, que são distribuídos pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Depois, "as empresas continuam a acreditar que o Banco Alimentar é um meio eficaz para fazer chegar a sua ajuda e os seus produtos a quem mais precisa". Depois, este foi um bom ano para agricultura, o que se traduz em mais excedentes, oferecidos tanto pelos produtores como por supermercados.

Ainda em relação ao aumento de pedidos que diariamente chega ao Banco Alimentar, Isabel Jonet diz que os voluntários têm que encontrar novas formas de ajuda. Tem sido fácil? "É uma luta diária e é preciso garantir que todos continuam empenhados. Encontros como este da Foz servem, também, para isso", garante. Dos 17 Bancos Alimentares que existem em Portugal, apenas o de São Miguel não marcou presença nesta reunião.

Entretanto é já conhecida a data da próxima campanha de recolha do Banco Alimentar nas grandes superfícies comerciais: 29 e 30 de Maio. Por cá, esta iniciativa será levada a cabo pelo Banco Alimentar do Oeste, sedeado nas Caldas da Rainha e que estende a sua actividade a oito concelhos da região.