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Gazeta das Caldas

Proposto parque subterrâneo na Avenida Independência Nacional nas Caldas da Rainha

As propostas de intervenção na cidade, ao nível da regeneração urbana, começaram a ser apresentadas à vereação, na passada segunda-feira, pelo vereador Hugo Oliveira. 

Gazeta das Caldas /Fátima Ferreira

O parque subterrâneo da Avenida da Independência Nacional, o condicionamento ao trânsito da Praça 25 de Abril, o fecho ao trânsito da Rua Dr. Leão Azedo e melhorias nas ruas Coronel Andrade de Mendonça, Henrique Sales e Sebastião de Lima, são alguns dos projectos apresentados nesta primeira fase. Será ainda alvo de intervenção o edifício onde actualmente são feitas algumas das actividades do Atelier Arte e Expressão, no largo Heróis de Naulila, junto ao Mercado do Peixe.

De acordo com o autarca, esta intervenção não levará a um aumento das ruas sem trânsito, mas permite melhorar as suas condições e encontrar um equilíbrio entre os peões e a passagem de veículos. Hugo Oliveira realça que o projecto de regeneração urbana tem uma preocupação muito grande com a área da mobilidade, permitindo que as pessoas possam circular livremente, que se possam fazer rebaixamentos de passeios e criar condições para pessoas invisuais. "Estamos a eliminar barreiras e tentar criar condições para que se possa circular na cidade", refere o autarca, destacando também uma preocupação ambiental transversal a toda a intervenção.

O autarca é também vereador do comércio e garante não ser alheio às dificuldades que o sector está a ter com a crise, pelo que considera fundamental que seja potenciado o centro da cidade, onde as pessoas circulam. "Julgo que é possível completar os centros comerciais com um comércio forte de rua, mas este tem que ter condições, as pessoas têm que se sentir bem", afirmou.

Os projectos serão apresentados ao Mais Centro até dia 5 de Junho, depois será feita a sua análise e abertos os concursos públicos para as obras que terão que estar executadas até 2013.

Hugo Oliveira mostra a sua preocupação com o facto da cidade ir ser "quase toda mexida ao mesmo tempo" e refere que terão que ter um plano de trabalho com cuidado pois "não vale a pena arranjar o centro se matarmos o comércio até lá. Quero criar condições para que ele continue a sobreviver enquanto estamos a fazer a intervenção".

Também o subsolo será mexido. Um desses casos é na Rua de Camões em que será substituída a conduta existente, em tijolo de burro, por uma nova. A antiga conduta deverá ser arranjada de modo a que possa ser visitada pelos turistas, adianta o autarca que quer aproveitar esta intervenção para criar soluções na cidade que possam atrair mais visitantes.

Para a Praça da Fruta ainda não está delineada uma solução, mas Hugo Oliveira considera que o importante é definir qual o seu conceito, nomeadamente como ficarão as estruturas, modelo de funcionamento, as regras de utilização e como potenciar os produtos agrícolas regionais.

"Terá que ser mexido o empedrado e a zona em termos urbanísticos, mas temos que pensar é no mercado, que é um ex-libris e não o podemos perder", disse, adiantando que se trata de um ex-libis que, se não for cuidado e o deixarem morrer, morre também o centro da cidade.

Os projectos que constam desta proposta de intervenção na cidade compreendem uma área de quase 200 mil metros quadrados ascendem a 10 milhões de euros, financiados a 45% por fundos comunitários, mas Hugo Oliveira está esperançado que, com as alterações do QREN, essa comparticipação possa ascender aos 80%.