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Anna Paquin: Sou bissexual!

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Actriz Anna Paquin é a última vedeta do espectáculo a anunciar a sua orientação sexual. "Bissexual", diz ela num anúncio público.

Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles (www.expresso.pt)

Anna Paquin surge com alguma surpresa a declarar a sua bissexualidade num anúncio para a campanha "Give a Damn", em que se apela a sensibilidade americana no sentido de proteger os jovens que ainda debatem questões íntimas de identidade sexual. Woopi Goldberg, Cindy Lauper, os cantores Elton John e Clay Aiken, Eric Roberts e outras vedetas das artes americanas juntaram-se a Anna Paquin para lembrar que a sociedade ao largo deve fazer mais no sentido da aceitação dos adolescentes homossexuais, lésbicas, bissexuais e transsexuais.



Anna Paquin encontra-se actualmente em fase ascendente dada a popularidade na série televisiva "True Blood", em que é a protagonista numa história que, por vezes, parece apenas povoada por vampiros que só querem dormir com toda a gente. Escrita por Alan Ball, o mesmo que assinou o filme "American Beauty" e a série semanal de culto "Six Feet Under", o novo "True Blood" parece ser uma história dominada por corpos possuídos pelo apelo da carne e da igualdade moral. Paquin contracena com Stephen Moyer, seu noivo na vida real.



No anúncio, feito num estilo directo, algumas das personalidades dizem-se gay e outras heterossexuais. Anna Paquin, além de revelar abertura de espírito, explica o problema que tenta agora irradicar: muitos dos jovens que descobrem a sua sexualidade acabam por ser postos na rua pela família, espancados e, até, assassinados. Não é aceitável, dizem os actores e restantes vedetas, que um adolescente pressionado socialmente seja obrigado a confiar o segredo a alguém (um colega, um melhor amigo) para se ver logo a seguir maltratado e ameaçado de morte.

Crimes por revelações sexuais

Nos Estados Unidos, as estatísticas provam que todos os dias, uma vez por hora, é cometido um crime resultante do ódio baseado no preconceito, e isso acontece com frequência na situação em que o adolescente se encontra mais vulnerável porque foi rejeitado pelos amigos e familiares por motivos de identidade sexual.



Actualmente com 27 anos, surfista e residente da praia de Venice, em Los Angeles, Paquin preserva intacta o respeito que lhe ficou  quando, em 1993 com o filme "O Piano", ganhou o Óscar de melhor actriz secundária. Tinha 11 anos e passava a ser, depois de Tatum O'Neill, a actriz mais nova a vencer o maior prémio da Academia. Revelando uma firmeza e profissionalismo raros quando o nome dela foi lido, subiu ao palco, soluçou e riu-se com um descontrolo muito bem controlado antes de agradecer a toda a gente da maneira mais bem educada. O mundo voltou a cair de amores pela exuberância emocional daquele geniozinho da arte dramática.  



Desde então tem escolhido uma carreira diversa que alterna fluidamente entre grandes sucessos de bilheteira, caso da saga "X-Men", com filmes de introspecção civilizacional, como "Hurly Burly" e "A 25ª Hora", este último feito por Spike Lee.

Hollywood 'sai do armário'

Nascida no Canadá mas de nacionalidade neo-zelandesa, a actriz coloca-se hoje numa posição profissional interessante. Embora Hollywood goste de brincar no ecrã com a ideia da mulher libertária, as actrizes que vivem abertamente nas franjas sexuais são mais excepção do que regra. Amanda Seyfried no filme mais recente de Atom Egoyan, "Chloe", e Annette Bening no "The Kids Are Alright", são os exemplos mais recentes de Hollywood abrindo as janelas da sexualidade humana.



Com tanto ar fresco, as revelações sexuais intimíssimas parecem estar na ordem do dia. Ricky Martin mostrou-se homossexual há uns minutos atrás, Tilda Swinton continua a ser a única oscarizada que tem filhos de um homem mas vai de viagem com outro; e, agora, Anna Paquin decide exibir as suas cores mais garridas para dar voz à campanha True Colors organizada pela ícone pop Cindy Lauper.