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Auto crítica

Audi A1 Sportback: campeão de consumo

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Rui Cardoso (www.expresso.pt)

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O mais pequeno dos Audi, o A1, revela-se extraordinariamente económico: menos de cinco litros aos cem.

Cada marca tem a sua reputação: fiabilidade para a Toyota, elegância para a Alfa Romeo, baixo preço para a Dacia.

E a Audi? Pode puxar por diversos pergaminhos mas dificilmente algum dos principais seria a economia de combustível.

Até que surgiu o A1.O mais pequeno dos Audi tem tudo o que é característico do fabricante germânico mais consumos-canhão: a rondar os quatro litros aos cem na motorização a diesel.Não estamos a falar do que vem nos catálogos nem na ficha de homologação mas sim daquilo a que o grande Camões chamou "um saber de experiências feito".

Contemos, então, a história.

Quando saí das instalações do importador, na Azambuja, direito a Lisboa, ao volante do novo Audi A1, o carro nada pareceu ter de surpreendente. A mesma sensação de estar dentro de um Q3 ou de um A6, só que mais estreito e mais pequeno: mostradores, volante, alavanca das mudanças, bancos, tudo parece tirado a papel químico dos modelos maiores.

Há espaço que baste, muito embora não fosse este o carro que eu escolheria para fazer de motorista a quatro dos oito avançados da seleção nacional de râguebi... O mesmo se diga da bagageira que cumpre, apenas, os mínimos olímpicos.

À primeira vista, a caixa de "apenas" cinco velocidades até parecia um anacronismo, quando raro é o carro novo que não traz sexta. A viagem pela A1 e pela Segunda Circular até ao Expresso nada revelou de muito surpreendente: andamento razoável e consumos da ordem dos seis litros.

Contudo, uma ida a Cascais pela Marginal, sem muito trânsito nem muita pressa, mudou tudo: o consumo médio começou a cair e nunca mais parou. Cinco litros e meio aos cem, cinco, quatro e meio...Feita a experiência em autoestrada, consegui manter os cinco litros de média desde que andasse ligeiramente abaixo dos 120 km/h e não houvesse grandes declives.

Como tinha bastante mais pressa no regresso à Azambuja, para devolver o carro, lá se estragou a média: aí uns oito litros mas, ao menos, cheguei lá num abrir e fechar de olhos.

Este motor a diesel de 1600 cm3 e 90 cavalos faz, de facto, maravilhas. Não é o carro mais barato do mercado mas situa-se numa fasquia que, apesar de tudo, não desmotiva logo à partida: € 22.100 para a versão de entrada.