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Expresso

A vida de saltos altos

A dança que deixa os jamaicanos com os pénis rasgados (com vídeos)

A simulação de movimentos sexuais é a base do daggering

Lembra-se da "tarraxinha e do "creu"? Comparadas com o "daggering" são verdadeiras brincadeiras de meninos. Venha daí conhecer a dança que anda a 'fraturar' pénis na Jamaica.

Paula Cosme Pinto (sapato nº38) (www.expresso.pt)

Se é homem e gosta de danças que incluam o dito "roça roça", este post é dedicado a si. Já ouviu falar do "daggering"? Aquela dança que anda a deixar os pénis dos jamaicanos literalmente rasgados? Isso mesmo, rasgados. Se não quer que lhe aconteça o mesmo venha daí descobrir o que isto é antes de ser apanhado desprevenido numa qualquer noite de loucura, algures num bar duvidoso.

Fui alertada para a questão do "daggering" por um homem que, ao ler a descrição das mazelas, me confessou estar a começar a ficar mal-disposto. Pus-me a ler na Web e encontrei uma notícia do jornal "Daily Caribean" que relatava o seguinte cenário: desde o ano passado, aos hospitais jamaicanos chegam todos os meses pelo menos 4 a 5 homens com pénis 'fraturados', na sequência da dança que é já apelidada de "sexo seco". O aumento gradual de casos levou mesmo o Governo da Jamaica a proibir que este género de música seja passado na televisão e na rádio.

A moda do "sexo seco"

Lembra-se da "tarraxinha e do "creu"? Pois bem, comparado com o "daggering" são verdadeiras brincadeiras de meninos. Em bares e festas privadas a moda pegou, com homens e mulheres a simularem movimentos sexuais enquanto dançam. Na grande maioria das vezes, a dança é violenta e as mulheres adotam uma posição submissa (humilhantemente submissa, diria eu). A própria expressão "daggering" revela muito: "dagger" significa punhal e, diria eu novamente, é mesmo à punhalada que o pénis intervém nesta dança.

Além dos choques e quedas aparatosas, uma das lesões cada vez mais comuns é o tecido do pénis ereto romper-se com o embate violento no osso pélvico da parceira. Até a mim - que não tenho o dito cujo - me dói só de pensar no rasgão.

Dançar, mas com glamour

Gosto de dançar e quem lê este blogue com regularidade já o sabe. Sou adepta do glamour do tango e, de vez em quando, cai-me a anca para a sensualidade do chorinho. Contudo, confesso que aqueles bares cada vez mais em voga onde dá a sensação que se pode sair de lá grávida, sem saber quem é o pai, não fazem o meu género. Isto do "daggering", muito menos. Ao ver as imagens só me ocorre uma pergunta: e que tal arranjarem uma quartinho, hein?

Nunca me considerei uma conservadora, mas parafraseando a eterna frase da minha avó Laura: "Isto é um verdadeiro p....o, senhor Alfredo!". Espero que a moda não pegue em Portugal.

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