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Expresso

Muito R-E-S-P-E-C-T por Aretha Franklin

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Prometo: hoje não vou falar de situações tristes. O mundo também é feito de histórias bonitas, de momentos que nos fazem sorrir e, em dia de festa, é dessa forma que pretendo que A Vida de Saltos Altos diga adeus a 2016. Num espaço que foi feito para dar voz ao universo feminino, hoje quero voltar a falar sobre a questão da superação. De o facto de a idade além de não ser um posto, também não ser uma limitação obrigatória.

Durante este ano contei-vos várias histórias reais nesse sentido. Lembram-se, por exemplo, de Baddie Winkle, a avó mais bem-humorada do Instagram? Aos 85 anos é uma rainha das redes sociais, defensora da liberalização da marijuana e diverte-se a participar em sessões fotográficas em biquíni, onde mostra que não tem vergonha do seu corpo envelhecido. Lembram-se também da senhora indiana que aos 97 anos é uma verdadeira guru do yoga, seguida por centenas de praticantes?

Ambas são exemplos de como a idade pode ser um mero pormenor quando a vontade é muita e a saúde acompanha. Aretha Franklin é outro bom exemplo disso. Aos 73 anos voltou a arrasar numa rara aparição pública, onde tocou, cantou e encantou. Mostrando por que é que ainda lhe chamam rainha do soul. E verdade seja dita: com aquele vozeirão e carisma, ninguém lhe tira a coroa tão cedo.

Durante uma homenagem a Carole King, na cerimónia de entrega dos Anual Kennedy Center Honors, Aretha Franklin surgiu a cantar “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman”. Um tema escrito por King e que a rainha do soul popularizou até hoje. O evento aconteceu no início de dezembro mas só esta semana foi transmitido na televisão. Se na cerimónia nem Barack Obama conseguiu conter a emoção ao ouvir a maravilhosa Aretha, acredito que qualquer um de vós que veja o vídeo se irá, no mínimo, arrepiar.

A Aretha Franklin – e a todas as mulheres que diariamente se superam nas suas vidas! – o maior dos aplausos... cheio de R-E-S-P-E-C-T. A todos os que leem este blogue, votos de boa passagem de ano. De saltos altos ou rasos, que entrem com os dois pés em 2016. Nada como o equilíbrio.