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Expresso

O vídeo de Michelle Obama a cantar rap vai dar que falar

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Já há uns tempos Michelle Obama deu que falar ao partilhar publicamente os conselhos que tem aprendido com as próprias filhas sobre como conseguir falar com os adolescente desta nova geração. Desde o facto de os emails serem obsoletos entre esta faixa etária ou ao poder dos emojis quando troca mensagens com as filhas, a primeira-dama norte-americana deu o seu exemplo enquanto mãe, na campanha “Better Make Room”. Também há uns tempos tinha alinhado numa coreografia que correu o mundo, onde mostrou os seus dotes para o funk. O objetivo: gerar ruído em torno do programa Let's Move, que lançou em fevereiro de 2010 para combater a obesidade infantil, um dos grande dramas da saúde do seu país. Agora chegou a vez de se aventurar no rap.

Lado a lado com o comediante Jay Pharoah, Michelle Obama é a protagonista de um género de vídeo clip que pretende incentivar os jovens norte-americanos a seguirem o ensino universitário após a escola secundária. O vídeo foi tornado público ontem e, mais uma vez, Michelle Obama arrasa não só pela ousadia de deixar de lado os meios mais rígidos anteriormente utilizados pelas primeiras-damas, mas também pelo poder da mensagem que consegue fazer chegar às massas através de um formato menos convencional, que prima pelo bom-humor e que é partilhado à velocidade de um rastilho nas televisões e nas redes sociais.

Com a Casa Branca como cenário de fundo, de óculos de sol e acompanhada por Jay Pharoah – que costuma fazer uma imitação exímia de Barack Obama nas suas paródias televisivas – Michelle mostra que uma primeira-dama também pode ser uma protagonista principal no que que toca a fazer chegar mensagens aos cidadãos. Sendo o casal Obama conhecido por participar ativamente em iniciativas que tentam combater o abandono escolar, esta é mais uma aposta ganha. E que os deixa ficar muito bem na fotografia.

Espontaneidade ou marketing puro duro? Não sejamos ingénuos

Já esta semana Barack Obama – ou melhor, a equipa que gere o seu Facebook – tinha marcado pontos ao deixar uma mensagem em nome do Presidente na nova série de fotografias e histórias partilhadas pelo projeto Humans of New York, onde são desta vez contadas na primeira pessoa as odisseias de alguns refugiados sírios que vão ser acolhidos nos Estados Unidos. Histórias de vidas desfeitas e sonhos perdidos na imensidão de uma guerra que parece não ter fim. Em resposta ao relato de um cientista sírio que perdeu boa parte da sua família e que, embora tenha livros seus a servirem de manual escolar nas universidade de Istambul, não conseguia trabalho no país, “Obama” deixou-lhe uma mensagem de boas-vindas aos Estados Unidos e a promessa de que será acolhido de braços abertos no seu país.

Manobras de marketing da gigante máquina da Casa Branca, que acima de tudo cumprem bem – tão bem! - os seus propósitos políticos. Por vezes com uma tamanha carga irónica (como neste caso da Síria...),, é certo, mas que do ponto de vista de comunicação da “marca” Obama” não podiam ser mais conseguidos. Quer se goste, quer não, no que toca a mediatismo o casal Obama não brinca em serviço. Manipulam opiniões, passam mensagens, chegam às massas. Um rap ou uma mensagem de Facebook numa página que é seguida por milhões de pessoas são apenas bons exemplos disto.