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Expresso

Chama-se Valerie e desafia os estereótipos associados ao yoga

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FOTOS INSTAGRAM/BIG GAL YOGA

Chama-se Valerie, mas nas redes sociais é conhecida como Big Gal Yoga. E acreditem: são mesmo muitos os que a seguem diariamente e se deixam inspirar pelas suas fotografias e vídeos, onde não faltam verdadeiros contorcionismos dignos de aplauso. O objetivo: fazer o que lha dá prazer, ao mesmo tempo de desmistifica as ideias pré-concebidas sobre o que “uma mulher grande” consegue ou não ser e fazer quando se fala de exercício físico. E não só.

Valerie começou a fazer yoga na faculdade e rapidamente percebeu que a atividade a fazia sentir-se bem consigo própria. Passo a passo foi quebrando as dificuldades que o seu corpo de grandes dimensões lhe impunham, percebendo que, sim, era tão capaz de praticar aquela modalidade quanto uma mulher com metade do seu peso. À sua volta, aqueles que inicialmente duvidavam que o yoga fosse uma atividade compatível com um corpo avultado, acabaram por se deixar inspirar pela sua alegria e força de vontade. E Valerie concluiu que esta era uma mensagem poderosa para partilhar com o mundo: não é o tamanho de um corpo que deve ditar os limites da vontade de alguém.

FOTOS INSTAGRAM/BIG GAL YOGA

FOTOS INSTAGRAM/BIG GAL YOGA

Começou a publicar o seu dia a dia de praticante de yoga no Tumblr e, ao fim de um ano, já tinha mais de 10 mil seguidores. Muita gente pedia-lhe que usasse uma rede social mais fácil e acessível e Valerie acabou por se dedicar também ao Instagram. Em pouco tempo chegou a mais 100 mil pessoas, grande parte delas inspiradas também pela sua capacidade de quebrar as tais ideias pré-concebidas sobre como um aficionado de yoga deve ser ou parecer fisicamente.

O yoga não é só para “mulheres magras e loiras”

Hoje, através das redes sociais, mostra diariamente ao mundo que o medo de não estar à altura é compreensível, mas que deve ser contrariado. Ela é uma mulher grande, com peso acima daquilo que é considerado saudável, mas não é isso que a impede de ser altamente flexível e de ter evoluído imenso nos último quatro anos numa atividade que pode melhorar a sua saúde. Não quer com isto fazer um elogio à obesidade que, como todos sabemos, é um fator de risco para problemas graves. Mas quer sim deixar claro que não é o seu peso que dita uma sentença nas atividades em que escolhe embarcar. Tal como não é o seu peso que dita a sua auto-percepção de beleza.

Valerie gosta do seu corpo e assume-o sem vergonhas (sinceramente, porque razão haveria de ter?), seja em calções curtinhos, em biquíni ou com leggings coloridas bem justinhas ao rabo. Quando pode, aproveita para dar uma alfinetada na forma como os media vendem “o cliché da mulher loira e magra” quando se fala de yoga. Mas não se deixa levar por grandes discussões com quem não percebe a sua mensagem. Aliás, não perde tempo sequer a responder às poucas pessoas que lhe deixam “comentários pequeninos”, como “ui, que gorda” ou “blhec” quando olham para o seu corpo. “Para quê perder tempo com pessoas que não querem sequer perceber?”, questiona a própria.

FOTOS INSTAGRAM/BIG GAL YOGA

FOTOS INSTAGRAM/BIG GAL YOGA

A boa disposição e a auto confiança parecem ser o seu motor de arranque, e para quem tem dúvidas sobre se deve ou não tentar entrar no universo do yoga, quebra o mito: “Muita gente acha que já tem de ser flexível para começar a fazer yoga, mas o ponto de partida é precisamente o contrário: o yoga é que te irá tornar mais forte e flexível”, diz a yogi. “O importante é pensarem se esta atividade vos vai fazer bem e deixar felizes. Se sim, toca a experimentar!”. Tão simples quanto isto. Valerie, ou melhor, Big Gal Yoga, sabe do que fala.