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Expresso

Esta adolescente quer revolucionar o mundo da moda

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Quando há um ano esta miúda australiana percebeu que o excesso de peso a deixava demasiado cansada decidiu que algo tinha de mudar. Com a ajuda da mãe fez alterações alimentares e começou a dedicar-se com afinco ao exercício físico. Primeiro optou por nadar 4 vezes por semana. Depois, quando se sentiu com mais energia, decidiu virar-se para o críquete, uma das suas paixões Como estava indecisa entre ser jogadora ou cheerleader (dançar é outras das suas atividades preferidas), decidiu fazer um bocadinho das duas. Um ano depois publicava no Facebook uma foto do antes e do depois destas mudanças no seu estilo de vida: tinha perdido vinte quilos e não podia estar mais orgulhosa. Essa imagem tornou-se viral nas redes sociais e agora, com 18 anos, o seu grande sonho é chegar a modelo professional. 

Este podia ser o início da história de tantas outras adolescentes, mas a de Madeline Stuart tem tomado conta das redes sociais. Porquê? Porque tem síndrome de down. Mas para a adolescente este é apenas um pormenor, que não considera impeditivo para alcançar o seu objetivo. “Está na altura das pessoas perceberem que quem tem síndrome de down pode ser sexy e bonito”, diz a jovem australiana, que está decidida a quebrar barreiras e a gerar uma inclusão real e permanente no mundo da moda.

No Facebook é já seguida por mais de 300 mil fãs e foi graças a eles que acabou por receber o seu primeiro convite profissional: uma marca australiana acaba de a contratar para ser a cara de uma nova coleção de street wear. A Living Dead Clothing, que é já reconhecida pela sua política de inclusão (sob o lema “nós trabalhamos para tornar sonhos realidade”), foi recebendo emails de clientes que sugeriam Maddy como modelo da marca e acabou por aceder quando viu o sucesso online da adolescente. Hoje Maddy é uma das caras dos seus catálogos.

Uma meta utópica?

As imagens desta adolescente australiana têm corrido o mundo e feito furor em múltiplos aspectos. Não só é um exemplo para tantas outras adolescentes que se debatem com problemas de obesidade, como é também um exemplo de força e perseverança no que diz respeito a alcançar metas, à partida, impossíveis. Maddy tem síndrome de down, é verdade. Mas não é isso que lhe tira a beleza ou a sensualidade, nem muito menos o carisma. Traçou um objetivo e está a trabalhar diariamente para o tornar realidade. Se isto não é de aplaudir, então não sei o que será.

“Ela quer mesmo mudar a forma como se discriminam as pessoas com deficiências”, tem constantemente explicado a mãe de Maddy aos media australianos. “Gostava que parassem de me dizer ‘tenho muita pena’ cada vez que digo a alguém que a minha filha tem síndrome de down, é um pensamento muito tolo e ingénuo. Os portadores de síndrome de down conseguem fazer tudo, mas ao seu ritmo.”

Esta não é a primeira vez que mulheres com este síndrome entram no mundo da moda. Ainda este ano a atriz Jamie Brewer desfilou na Semana da Moda de Nova Iorque. Mas Maddy quer mais do que pequenos momentos mediáticos de inclusão: quer ser a primeira modelo profissional com síndrome de down. Uma meta utópica? Para muitos de nós sim, até porque a diferença está maioritariamente dentro da nossa cabeça. Mas que Madddy não vai desistir facilmente, lá disso podemos ter a certeza. E mesmo que não chegue lá, o seu caminho é uma grande vitória.