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Expresso

Lá terá de ser o PIB

O INE divulgou os dados do PIB para 2016. É uma estimativa, ainda, mas o INE, ao contrário de outras entidades, não se costuma enganar por mais de 0,1%.

Em suma, o PIB acelerou no final do ano para os 1,9% de crescimento, mas em termos anualizados o crescimento ficou-se pelos 1,4%. O ritmo da aceleração diminuiu em relação ao trimestre anterior (0,8% contra 0,6%), mas continua robusto neste final de ano.

Como bem se verifica no gráfico que o INE faz acompanhar a estimativa, esta recuperação é ainda pálida em relação ao que foram as perdas da Economia nacional desde 2008.

O ano de 2016 fica, assim, claramente dividido em duas partes: um primeiro semestre em que se acentuou a tendência vinda do segundo semestre de 2015, em que o crescimento foi abrandando até se fixar nos 0,9% trimestrais e um segundo semestre que recuperou os níveis anteriores e até os excedeu.

O melhor trimestre de 2016 foi o último, e isso é um bom sinal para o ano que aí vem. Nada está garantido, nem estamos em tempos de entrar em euforias, mas bons sinais são bons sinais.

Esta aceleração do PIB resultou do aumento do contributo da procura interna, assente numa recuperação do Investimento, o que explica desde logo também parte da aceleração mais acentuada das Importações de Bens e Serviços e num crescimento mais intenso do consumo privado.

Num ano em que as contas públicas, soubemos há dias, estão na sua melhor forma em muitos anos, e em que o crescimento económico parece querer fazer uma rara aparição, a peça que está em falta é, precisamente, o investimento. Público e privado.

No ano de 2017 terá de ser essa a aposta: manter o controlo das contas públicas e tentar que o crescimento de aproxime dos 2%, voltando a apostar no Investimento a par da já iniciada reposição de rendimentos, não só como forma de recuperar empregos mas, não menos importante, de ir construindo a competitividade futura da nossa Economia.

Seriam boas notícias para o País. E más para a oposição. E o que isso diz sobre a oposição é matéria para reflexão desta. Se quiser.