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Expresso

VIPP (Valorização da Imagem Pessoal e Profissional)

Conversa com especialistas: O que conta na hora de contratar? (I)

Decidi entrevistar empresas que lidam com o processo de contratação para perceber o que é valorizado na selecção do candidato. Este é o primeiro texto sobre o tema.

Numa altura em que o mercado laboral é cada vez mais exigente e competitivo, e os postos de trabalho parecem ser escassos para o número de profissionais disponíveis, decidi entrevistar empresas que lidam diariamente com o processo de contratação para perceber o que é valorizado na hora de seleccionar o melhor candidato.

Afinal, o que conta na hora de contratar?

Lúcia Silva

Lúcia Silva

Para Lúcia Silva, Responsável pela Área de Recruitment, Selection & Assessment da SHL Portugal - People Solutions, "O que mais conta na hora de contratar um candidato é o potencial, a motivação e a experiência. Potencial de aprendizagem, de adaptação a contextos que mudam rapidamente, de liderança. Motivação porque impulsiona os profissionais a darem o seu melhor. Experiência porque o candidato traz conhecimento e acrescenta valor ao trabalho que as empresas já desenvolvem".

Já para a Sales Hunters, especialista na contratação de profissionais para funções comerciais, o que conta é "a experiência anterior, por mínima que seja, uma vez que esta contribui para o conhecimento de mercado e para o desenvolvimento de competências", diz Paula Calmeiro.

A Directora de Delegação da Sales Hunters acrescenta ainda que "existe a necessidade de que os candidatos tenham provas dadas. É claro que desde que exista o perfil ajustado que normalmente implica acima de tudo elevadas habilidades interpessoais, um forte dinamismo e uma boa dose de auto-confiança".

Paula Baptista

Paula Baptista

Paula Baptista, Managing Director da Hays em Portugal, refere que "a verdade é que o binómio experiência/ especialização, apesar de continuar a ser um factor de importância incontestado, já não é encarado de uma forma isolada pelo empregador na hora da contratação", e adianta que "os empregadores procuram agora profissionais dotados de diversas valências, com capacidade de envolvimento em vários projectos e de assumir e articular responsabilidades que ultrapassem as suas competências base".

Para a responsável da Hays Portugal "o perfil emocional do candidato é uma das características a ter em consideração, pois poderá ditar a sua atitude e postura perante os condicionalismos com que possa vir a deparar-se", assim como "a capacidade de interacção pessoal para com os demais para criar sinergias em equipas de trabalho".

Por fim, acrescenta que a "proactividade (aptidão para antecipar e propor soluções), capacidade de adaptação (adequação às várias exigências impostas) e capacidade de liderança/decisão (saber decidir autonomamente, e independentemente do carácter da decisão)" são outras características valorizadas no processo de contratação.

Com estes testemunhos fica claro que para além do conhecimento e da experiência, o mercado de trabalho procura profissionais com atitude e competências transversais.

Resta saber se reunimos todas estas características para sermos considerados profissionais disputados no mercado actual.

Talvez valha a pena iniciar uma auto-reflexão para analisar os pontos fortes e fracos pessoais e profissionais. Fica a sugestão!

Este espaço também é seu! Se quiser sugerir temas, envie as suas propostas para ana.santiago.lopes@gmail.com.

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