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Expresso

Sala de pânico

Moeda chinesa representará mais de 12% das reservas em divisas daqui a 15 anos

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Com uma posição insignificante em 2014, o remninbi (moeda chinesa, também conhecida por yuan) poderá saltar para 2,9% das reservas mundiais em divisas já no final de 2015 e chegar a 12,5% em 2030, segundo a maioria dos gestores de divisas em bancos centrais inquiridos em março pela Central Banking para a publicação "HSBC Reserve Management Trends 2015" que foi publicada esta segunda-feira.

A sondagem ouviu as opiniões de responsáveis pela área em 72 bancos centrais que controlam 5,9 biliões de dólares de reservas, quase metade das reservas mundiais de divisas. Uma maioria de 51 responsáveis estima que o remninbi terá uma "quota" de 6,9% em 2020, 10,4% em 2025 e 12,5% em 2030. Os mais otimistas são os responsáveis por bancos centrais asiáticos. Todos os inquiridos sublinham que o principal impedimento para maior investimento na moeda chinesa é a sua não convertibilidade.

No final do quarto trimestre de 2014, a repartição das reservas mundiais alocadas era a seguinte, segundo o Fundo Monetário Internacional: 62,88% em dólares; 22,21% em euros; 3,96% para o iene; 3,8% para a libra; 1,91% quer para o dólar canadiano; 1,81% para o dólar australiano; 0,28% para o franco suíço; e 3,14% para outras divisas.

Segundo o inquérito, 53% dos respondentes afirmaram que já investem na divisas chinesa ou que estão a pensar fazê-lo atualmente. Uma outra estimativa, da Standard Chartered Plc, referia que mais de 60 bancos centrais no mundo já investem na moeda chinesa como divisa de reserva.

Os inquiridos sublinham que uma mudança simbólica poderá ajudar: o pedido de Pequim formulado recentemente pelo primeiro-ministro Li Keqiang junto da diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, para que o renminbi seja incluído no cabaz das divisas que baseiam os Direitos Especiais de Saque do Fundo, cuja revisão é feita este ano no outono. O cabaz atualmente conta com o dólar, euro, libra e iene. Durante a visita recente de Jack Lew, secretário do Tesouro norte-americano, as autoridades chinesas procuraram sensibilizar os EUA para apoiarem esse desígnio de Pequim. O renminbi é a segunda moeda mais usada nas transações financeiras desde final de 2013 quando ultrapassou o euro, e a sétima em pagamentos à escala global tendo já ocupado o 5º lugar em novembro do ano passado, segundo dados da SWIFT.