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Expresso

Sala de pânico

"Medíocre" são mais cinco anos a marcar passo

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O novo "medíocre" a que Christine Lagarde se refere não é mais do que um período de fraco crescimento que se projeta para os próximos anos. Ao contrário de crises anteriores, esta retoma vai ser lenta e o problema estende-se a todo o Mundo. 

Basta ver os gráficos que o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou esta semana no World Economic Outlook com as perspetivas para o crescimento potencial nas economias avançadas (Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia, Espanha, Reino Unido e EUA) e nos mercados emergentes (Brasil, China, Índia, México, Rússia e Turquia) para se perceber a dimensão do problema. 

No clube dos 'ricos', o crescimento entre 2015 e 2020 vai acelerar ligeiramente face ao período da crise mas não chega para regressar ao ritmo entre 2001 e 2007. Serão apenas 1,6% ao ano até a final da década. Nos emergentes, há mesmo uma desaceleração.

Isto sim é medíocre e ainda não conhecemos as novas previsões que o FMI vai apresentar na próxima semana para o andamento da economia mundial. Na atualização de janeiro, as estimativas de crescimento da economia global em 2015 e 2016 foram cortadas em três décimas para, respetivamente, 3,5% e 3,7%.

À exceção dos EUA, todas as principais economias viram as suas projeções revistas em baixa apesar da descida do preço do petróleo - que beneficia muitos dos maiores PIB mundiais que são importadores de crude - e do ambiente de juros baixos que se vive em várias regiões, nomeadamente na zona euro.