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Expresso

Sala de pânico

Crescimento lento não é problema exclusivo europeu. EUA também podem sofrer

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O economista americano Robert Gordon analisou o crescimento do PIB americano e concluiu que os EUA podem vir a ter enormes dificuldades em regressar ao ritmo pré-crise. Numa análise publicada no National Bureau of Economic Research (NBER), donde foi retirado este gráfico, Gordon refere que com "ventos contrários" e menos inovação isso pode mesmo nunca acontecer. 

"Em conjunto, estes ventos contrários e um ritmo de crescimento da inovação mais lento leva-me a prever que a taxa de crescimento de longo prazo do PIB per capita real [descontando a inflação] durante os próximos 25 anos será 0,9%, menos de metade da taxa histórica pré-2007 de 2,1%", refere Gordon. 

E, pior, esses "0,9% não estão disponíveis para a maioria da população" devido à desigualdade crescente fazendo com que,  nos 99% de rendimentos mais baixos (escapam os 1% do topo), o crescimento seja de apenas 0,5% ao ano. 

O gráfico ilustra a distância que se vai acumulando entre uma evolução do PIB per capita de acordo com o ritmo histórico (2%) e um cenário adverso de 0,8%. Em seis décadas, o PIB per capita no segundo caso será metade do primeiro.  

Esta análise mostra que a dificuldade de voltar ao andamento pré-crise não é um exclusivo europeu -  onde os problemas são sérios e o Banco Central Europeu está a carregar no acelerador -  e pode afetar também os EUA que têm sido considerados, por diversos especialistas, como um exemplo no combate à crise financeira.