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Expresso

Sala de pânico

Compromissos sim, mas, diz Varoufakis

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"Deixe-me ser muito preciso neste ponto. Estamos preparados para todos os tipos de compromissos, mas não para ser comprometidos", afirmou o mediático ministro das Finanças do governo grego, Yanis Varoufakis em entrevista ao canal televisivo da Bloomberg realizada em Paris na quinta-feira. Acrescenta que o governo grego liderado por Alexis Tsipras, chefe do Syriza, assumirá "o custo político do compromisso".

Na entrevista, o ministro helénico aponta três condições básicas para o compromisso:

- dar prioridade a reformas profundas;

- lidar com os efeitos negativos de uma recessão catastrófica de cinco anos;

- firmar uma resolução de longo prazo baseada numa solução orçamental sustentada.

Quanto a essa "solução orçamental sustentada", Varoufakis fala, também, de três eixos:

- aposta em excedentes orçamentais primários, com o compromisso de que o governo grego não regressará a défices orçamentais primários; mas os excedentes não podem ser excessivos;

- o lançamento de um pacote de investimento público de origem europeia que permita alavancar o investimento privado (através de um efeito de "crowding in", na mesma lógica do que fala o Fundo Monetário Internacional no "World Economic Outlook" da primavera, já divulgado em parte esta semana);

- "racionalizar" as várias componentes da dívida pública grega, sem recurso a "cortes de cabelo" (hair cuts).

O ministro grego desenvolveu estas ideias numa conferência realizada esta sexta-feira em Paris organizada pelo INET (Institute for New Rconomic Thinking) e pela OCDE. O Nobel Joseph Stiglitz  foi o outro convidado do painel.