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Expresso

O Carnaval do Orçamento de Estado

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Afinal sempre acabou a malvada austeridade para começar agora o novo desígnio nacional do aumento de impostos. Mas dos impostos bons, dos ideológicos da esquerda, que apenas são “ajustamentos de natureza fiscal e tributária”. Porque os impostos maus, os directos e por isso proporcionais ao rendimento de cada um, esses descem. É tudo uma questão de (in)justiça ideológica.

Aumentam os impostos bons que são sobre os ricos que possuem ou que ainda conseguem comprar carros e que gastam gasolina como se não houvesse amanhã, os fascistas! Quanto mais andarem de carro mais pagam! Para não se ficarem a rir.

Baixa o IVA do pão e água dos pobres mas os sumos naturais e os croissants a transbordar de fiambre e queijo mantêm o IVA, para os ricos aprenderem!

Os ricos que passam o dia a beber e a fumar, vão agora ver o que custa ganhar a vida, com o aumento de impostos!!! Vão finalmente pagar a crise com este Orçamento de Estado (OE) da esquerda.

E a banca criminosa vai agora finalmente pagá-las... Com o aumento das taxas e comissões bancárias que vai reduzir os seus lucros usurários e com o aumento do imposto de selo no créditos ao consumo que vai baixar o crédito que impingem aos pobres coitados dos clientes. Ou será que os clientes é que vão acabar por pagar mais pelos produtos e serviços? Com certeza que o Governo não vai deixar...

Como é bom ter a esquerda a apoiar o governo. Tudo agora faz sentido. Tudo e o seu contrário. O OE é bom porque o défice é maior para beneficiar a função pública. O OE é bom porque aumenta os impostos indirectos pagos pelos ricos (apesar de ser um bocado chato os pobres pagarem tanto como os ricos, mas é a vida). O OE é bom porque a esquerda é amiga dos pobres.

Por isso, a ideologia paternalista e protectora comum aos grandes líderes, ensina como ser pobre mas feliz: andar de transportes públicos em vez de andar de carro (se não tiver carro ainda melhor), contrair menos créditos (acho que frigoríficos a prestações podem ser autorizados, por bom comportamento) e deixar de fumar porque quem não tem dinheiro não tem vícios!

Ainda bem que ninguém andava a viver acima das suas possibilidades...

Desta forma, com alguma sorte até poderão ir mais vezes ao restaurante festejar com pão e água (sem gás, para ter IVA reduzido) o facto de terem políticos assim.

Acabou-se assim a vida de luxo a fumar, a andar de carro, a comer croissants e a comprar televisões LED a prestações... Assim já quase nem vale a pena a função pública ter tolerância de ponto na 3ª feira de Carnaval, quanto mais ir de férias... senão lá se vai a reposição de salários.

Mas como dizia o outro, o que vale é que a mim os impostos sobre a gasolina não me afectam muito porque meto sempre 10 euros... Viva o Carnaval!