Siga-nos

Perfil

Expresso

&conomia à 3ª

O Mundo virado ao contrário?

  • 333

O fim da “revolução bolivariana” na Venezuela, depois de 16 anos de empobrecimento contínuo e crescente até à miséria atual, em que o conceito de democracia consistia em “todos pobres, mas todos iguais”, veio destruir o mundo próprio de sonho de muitos “democratas”.

Será que fomentar a dependência do povo em relação ao Estado, fazendo depender de si a sobrevivência da população, não é sustentável sem desenvolvimento social, sem crescimento económico e sem investimento estrangeiro? Mesmo que suportado artificialmente na riqueza de recursos naturais do Estado?

Talvez não seja sensato fazer depender a sobrevivência de um povo do nível de preços de uma matéria-prima, ainda que muito valiosa como o petróleo em tempos foi. Alguém devia ter avisado Chavez e Maduro antes… antes dos bens de primeira necessidade estarem esgotados no país.

Em França, a força política mais votada na primeira volta das eleições regionais foi, sem surpresa, a Frente Nacional. Mais um partido de protesto contra tudo que ainda se vai ver entalado no poder, a ter que tomar decisões e tudo.

Calais, a cidade Francesa que dá acesso à travessia do canal da Mancha, deu a Marine le Pen um dos seus melhores resultados eleitorais, obtendo perto de 50% dos votos. Talvez a França já não seja tão Igualitária e Fraterna como se pensava, mas os Franceses ainda têm Liberdade para votar em quem quiserem.

E o resultado dessa liberdade de voto deverá estar relacionado com o objetivo principal de lutar pela Liberdade, que apesar de ser partilhado por todos, pode ser atingido de diversas formas. Sendo uma das principais o nacionalismo, que a pretexto do combate ao terrorismo, incluirá por arrasto o combate à emigração e aos refugiados. Daí o resultado obtido em Calais, apesar de quase ninguém assumir que votou na Frente Nacional.

Em Portugal, respiram-se finalmente ares de tranquilidade e confiança no futuro, pois apesar de tudo, parece que afinal a austeridade vai acabar e as metas Europeias vão ser cumpridas. Palavra de ministro!

Já quase não há memória dos tempos em que esta época natalícia era uma constante de greves dos sectores dos transportes, dinamizadas pelos incansáveis sindicatos na sua infinita bondade de obter transportes públicos de melhor qualidade para todos os trabalhadores dos restantes sectores da economia que os utilizam.

Os únicos resistentes parecem ser os STCP que já fizeram pré-aviso de greves para todos os feriados de 2016. Para relembrar ao governo afinal quem manda nos transportes! E no governo.