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Expresso

Isto de ser campeão é para todos!

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Hoje é o nosso segundo dia enquanto campeões europeus. Ontem ainda parecia um sonho e hoje sabemos que é mesmo realidade. Há muito tempo que nos sentíamos campeões mas agora todos sabem que o somos.

É de facto bom ser campeão da Europa em Portugal, com o sentimento de partilha de tão merecido reconhecimento e prémio. Mas ainda é melhor ser campeão da Europa fora de Portugal. Todos os emigrantes são campeões a jogar em casa, nas suas comunidades, e a jogar fora, nos seus empregos, nas suas amizades internacionais.

Todos os emigrantes portugueses são premiados com a sensação extra de clubismo, de um sentimento competitivo tipo Benfica-Sporting-FC Porto nos países em que residem e têm a sorte de disfrutar do sentimento de rivalidade que constitui grande parte do prazer do futebol.

Assistir aos jogos da selecção nacional fora de Portugal, com outras nacionalidades a reconhecerem o nosso valor e a apoiar a nossa equipa pelo mérito, partilhando rivalidades e ódios de estimação entre países, completamente aceitáveis no futebol, traz um sentimento de justiça adicional à vitória.

Como todas as quase-vitórias que Portugal obteve nas meias-finais de anteriores campeonatos, esta vitória foi sofrida, suada, no limite, contra tudo e contra todos. Mas desta vez os patinhos feios revoltaram-se.

Revoltaram-se contra os favoritos, contra o fantasma da arbitragem, contra os nervos de estar a perder, contra o preconceito de não jogar-bonito, contra todas as estatísticas.

No entanto, e sem querer estragar a festa, importa salientar que ser campeão da Europa não significa, necessariamente, que todos os problemas de Portugal serão resolvidos com este banho de motivação e orgulho, como infelizmente se viu com a Grécia em 2004.

Apesar de poder parecer que os nossos superpoderes irão agora melhorar a nossa situação económica e financeira e que até conseguiremos vencer os países favoritos do outro campeonato europeu da união, no qual queremos continuar em jogo, vale a pena recordar que ser campeão dá muito trabalho, acarreta muito esforço e requer muita inteligência para não subestimar os adversários.

O seleccionador nacional e os nossos jogadores são disso o melhor exemplo. Há um herói em cada português e todos temos uma função importante a desempenhar pela nossa equipa.

Com um golo se perde e com um golo se ganha. Devemos estar preparados para entrar em campo e marcar! E todos podem ser heróis nacionais como todos os nossos jogadores.

Afinal, somos todos campeões e a vida de campeão só pode ser melhor do que tem sido até aqui!